Qual a importância da taxa de câmbio no comércio internacional?

A taxa de câmbio é a relação de preço existente entre moedas de mercados diferentes. Analisando a taxa de câmbio, pode-se definir o preço de uma moeda tendo outra como referencial. O conceito também pode ser explicado como o processo que analisa a quantidade total de recursos que deve ficar disponível para que seja possível comprar moedas estrangeiras.

As moedas que mais influenciam a taxa de câmbio no Brasil (onde a moeda é o Real) são o dólar (moeda norte-americana) e o euro (moeda europeia). Para a compra de uma moeda, quem determina o preço é uma instituição (banco, casa de câmbio), conforme a taxa de câmbio atual e a taxa cobrada para negociar a moeda que se deseja comprar. Se você for vender a moeda, é o agente quem fixa o quanto pagará pelo seu dinheiro, o qual será, provavelmente, um valor inferior ao da taxa de câmbio.

Nesse artigo, nos aprofundaremos nesse tema, mostrando qual a importância da taxa de câmbio no comércio internacional. Leia e fique mais bem antenado nos negócios!

Qual é a importância da taxa de câmbio no comércio internacional?

A importância da taxa de câmbio no comércio internacional fica evidente nas empresas que trabalham com exportação/importação. Para essas organizações, analisar o valor da moeda vigente constitui um dos processos mais importantes, pois essa moeda sofre mudanças devido às flutuações que acontecem no setor econômico do país.

A variação nos preços de aquisição e de venda da moeda pode levar a economia a seguir diferentes rumos. Os valores de compra e venda da moeda poderão ser bem diversos em um só dia, ou seja, você pode comprar mais caro e vender mais barato, fato que significa perda do ponto de vista financeiro.

Uma empresa que pretende expandir seu mercado para fora, para outros países, precisa estudar questões envolvendo o processo de exportação. Caso o gestor não se interesse, nem revele conhecimento sobre as taxas de câmbio, as probabilidades de que o negócio dele não funcione são muito altas.

O gestor deve estudar quais são os novos mercados que ele pretende alcançar, quais os valores das moedas desses países em relação ao Brasil, isto é, a flutuação e o valor da taxa de câmbio do país. É necessário ficar alerta ainda sobre as formas de pagamento que serão aplicadas, quais moedas serão trabalhadas nas transações.

Para inovar o processo de expandir o negócio, também é necessário conhecer um pouco a legislação dos países com os quais se pretende fazer negócios. Há lugares em que há muitas restrições, o que limita bastante as oportunidades de sucesso nas operações de exportação e/ou importação.

Quais são os regimes cambiais?

O conjunto de regras para calcular as transações financeiras entre países (incluindo-se as taxas de câmbio) chama-se regime cambial. Vale dizer que há três espécies de regimes de câmbio, os quais serão tratados a seguir.

O câmbio fixo

Nesse caso, uma autoridade em moedas define um valor determinado para uma dada moeda estrangeira na comparação com a moeda brasileira. Essa conversão é garantida pelo Banco Central pelo preço que foi estabelecido.

Para que tal procedimento funcione bem, é necessário que o país conte com uma reserva internacional importante, a fim de garantir os movimentos (entradas e saídas) da moeda estrangeira. A finalidade daquele regime é manter a estabilidade do valor de uma moeda em relação à outra que apresente mais estabilidade.

Uma vantagem do câmbio fixo é a maior estabilidade, pois suprime o risco cambial e dificulta o aumento da inflação. Mas há desvantagens também, pois o governo carece de fazer reservas satisfatórias e alocar recursos desembaraçados ao redor do mundo, não sendo possível corrigir o desequilíbrio na balança de pagamento do país.

O câmbio flutuante

Nesse regime, as taxas mudam conforme as demandas e ofertas do mercado. Assim, o governo não intervém com o intuito de aumentar ou atenuar as taxas cambiais.

Mas, caso aconteça a denominada “flutuação suja”, possivelmente o Banco Central passa a interferir, evitando que ocorram mudanças repentinas nas taxas. A flutuação suja é justamente aquela em que o BACEN (Banco Central do Brasil) interfere na taxa de câmbio, seja para evitar a desvalorização da moeda, seja para evitar uma valorização excessiva que pode ser prejudicial em longo prazo.

É um regime vantajoso para os países com economias estáveis. O dólar, o euro, o iene e outras moedas muito negociadas adotam o câmbio flutuante.

O câmbio atrelado

Esse regime é uma combinação do câmbio fixo e do flutuante. A taxa muda todos os dias conforme faixas definidas pelo governo. O Banco Central fiscaliza para que a taxa de câmbio permaneça nos limites das faixas determinados pelo governo.

O BACEN precisa de muitas reservas para sustentar as compras e as vendas, o que representa uma desvantagem.

Como o cenário macroeconômico afeta o comércio internacional?

Para entender ainda mais qual a importância da taxa de câmbio no comércio internacional, vale ressaltar que ela é a variável mais importante para importações e exportações. O câmbio exerce influência no saldo dessas transações, podendo ser credor ou devedor.

Para que o negócio fique com saldo credor, é importante que as exportações sejam em maior número que as importações. O devedor ocorre quando a situação é inversa, ou seja, o saldo das exportações.

A fim de estimular a competitividade no Brasil, no decorrer de crises econômicas, o governo tende a provocar a desvalorização da moeda. Consequentemente, ocorre a baixa em dólar dos produtos fabricados no país. Essa medida gera benefícios para a exportação, resultando no aumento da competitividade no país.

Em janeiro de 2018, as exportações apresentaram o melhor saldo dos últimos 12 anos. Um crescimento de 13,8% em comparação a janeiro de 2017. O maior crescimento foi da exportação de commodities, principalmente grãos (como a soja). Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Outras variáveis que afetam o comércio internacional são a inflação, a taxa de juros, a produção industrial e o nível de emprego e as contas externas. O saldo em dólares que circula, entrando e saindo do país, é revelado pelas contas externas. Esse saldo pode ser de diferentes formas de transações: exportações, investimentos especulativos, remessa de dinheiro feita por empresas ou pessoas físicas.

A importância da taxa de câmbio no comércio internacional é indiscutível. Para as empresas que trabalham, ou desejam trabalhar, com exportações e importações, é fundamental se manter sempre atualizado sobre valores relacionados a moedas estrangeiras (dólar, euro, libra, iene).

Achou o post esclarecedor? O que pensa sobre esse assunto? Aproveite e compartilhe o post nas redes sociais para que outros gestores tirem suas dúvidas sobre câmbio e comércio internacional!

Baixe gratuitamente o E-book

popup

Nome*
*
Este campo é para fins de validação e não deve ser alterado.
×